Casamento
Governador Valadares, MG
Ana Gabryella e Paulo
Tem uma verdade sobre casamento ao ar livre que pouca gente fala de cara: a luz natural muda a cada cinco minutos e a última coisa que os noivos querem é perder tempo de festa fazendo pose. A Ana Gabryella e o Paulo sabiam exatamente o que queriam. O foco deles era viver o momento, estar com os amigos e curtir cada segundo.
O meu papel ali foi garantir que essa energia fosse capturada com uma estética limpa, sem interromper o fluxo deles. Em vez de travar o casal com direções engessadas, eu crio o cenário, controlo a luz e deixo a conexão deles ditar a foto. E foi exatamente isso que entregou um resultado tão verdadeiro.
O momento da preparação não precisa ser aquele caos e correria. A Ana escolheu viver essa etapa com muita leveza. A luz natural que entrava pela janela estava perfeita. Quando vi a cena, não pedi sorrisos forçados ou poses de revista. Só deixei ela sentir o momento.
O resultado é a foto dela de olhos fechados, respirando fundo, com a maquiagem impecável e o robe de renda. É a prova de que a beleza está na naturalidade. Logo depois, já com o vestido tomara que caia e segurando aquele buquê maravilhoso de copos-de-leite, o sorriso abriu e ela estava pronta para descer.
Lá embaixo, o Paulo estava naquela expectativa boa. Terno escuro, alinhado, esperando a Ana caminhar pela passarela cercada de flores brancas. A cerimônia rolou com um céu aberto incrível e a luz do sol caindo aos poucos.
O beijo no altar de madeira é clássico e não pode faltar. Mas foi logo depois da cerimônia que a gente fez a foto que é a cara deles. Nós separamos exatos 10 minutos para aproveitar a "golden hour", que é aquele sol quente e dourado do fim do dia. Posicionei os dois contra a luz, deixei eles se abraçarem e a mágica aconteceu. Direção rápida, sem prender o casal, entregando uma foto com cara de cinema.
Se a cerimônia teve emoção, a festa foi um absurdo de boa. Eles se jogaram de verdade. A Ana foi para a frente do palco, abriu os braços e cantou junto com o vocalista da banda. Teve até a galera brincando na pista com uma máscara gigante de papelão com o rosto do Paulo.
Eu gosto de entrar no meio da roda com a câmera, porque a melhor fotografia de festa é aquela que te faz sentir o ritmo da música. Para fechar com chave de ouro, usei uma técnica de movimento na câmera para capturar a Ana girando no centro da pista. O vestido espalhado, as amigas em volta e aquele sorriso de quem aproveitou até o último segundo.